segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013




TOMA-ME NOS TEUS BRAÇOS

Amor, ainda que o ontem esteja tão distante.
Que o amanhã seja uma simples ideia.
Ainda que o hoje seja tão curto e vago.
Me trazes no peito.
Te trago.
Toma-me nos teus braços.
Afaga meus cabelos, escorrega tua mão pelo meu corpo nu.
Descansa sobre meu abdome.
É no diafragma que eu capto o mundo.
E tu sabes.
Então me aperta, me espreme.
Geme.
Eu também vou gemer... deixar o tempo me acender.
Ainda que o hoje acabe.
Que tudo desabe.
Ainda assim eu digo.
Me toma nos teus braços...
Vai, vai descendo a boca.
Vai me pondo louca.
Escorregando...
E eu escorregando da cama, ao tapete descendo.
Estou também te acendendo... acendendo.
Estamos ascendendo...
Em busca daquilo que é eternamente nosso.
O desejo intenso.
E o amor que eu penso.
Nunca vai se acabar entre nós dois.
Ainda que o hoje seja curto.
A eternidade é longa.

sonia delsin

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