SABIÁ
Pobrezinho
do sabiá! Tão só dentro da gaiola.
Sentirá
saudades da mata?
Decerto
que sim.
Mas
aprendeu a amar o dono.
O
dono que o ama. (que diz que o ama...)
Ele
canta. Canta triste.
Seu
canto fala de uma terra distante.
Fala
de asas abertas.
De
vôos solitários.
De
matas verdejantes.
Fala
de outros pássaros livres.
E
fala de solidão.
Mas
o dono não sabe disso.
Se
sabe, quer ignorar.
Porque
o quer por perto. Egoísta!
Quer
ouvi-lo cantar bem próximo.
Quer
ouvi-lo no jardim, pertinho de sua janela.
Esquece
que o pássaro nasceu para ser livre.
Que
nenhuma gaiola de ouro fará um sabiá feliz.
sonia delsin

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