MELANCOLIA
Não
me perguntem porque meu rosto se cobre de uma tristeza inesperada.
Não
se perturbem com meu olhar ausente.
Não
procurem uma razão para meu rosto inexpressivo.
Sei
que fico muitas vezes vagando no vazio, perdida nem sei onde.
Quem
sabe aonde vai minha alma?
Serão
saudades?
Quem
sabe se não ouço sinos que já não badalam?
Quem
sabe se não cultivo flores em canteiros de cimento?
Quem
sabe porque fico tão melancólica?
Sim,
a covardia de matar uma floresta.
sonia delsin

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