sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013




MELANCOLIA

Não me perguntem porque meu rosto se cobre de uma tristeza inesperada.
Não se perturbem com meu olhar ausente.
Não procurem uma razão para meu rosto inexpressivo.
Sei que fico muitas vezes vagando no vazio, perdida nem sei onde.
Quem sabe aonde vai minha alma?
Serão saudades?
Quem sabe se não ouço sinos que já não badalam?
Quem sabe se não cultivo flores em canteiros de cimento?
Quem sabe porque fico tão melancólica?
 Sim, a covardia de matar uma floresta.

sonia delsin

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