FLORESTA EM
CHAMAS
Angustiada
vejo o fogo se adentrando pela mata.
Árvores
antigas se dobrando, vergando à dor.
Implorando.
Gemendo.
Ouço
o estalido do fogo queimando a vida.
Aflita
eu choro querendo apagar as chamas que ardem.
Indiferente
à minha dor o fogo segue destruindo tudo.
Caminham
as labaredas como diabos loucos.
Parece
que riem da dor da mata.
Da
minha dor.
Da
dor dos seres que lá vivem.
Parece-me
que além dos bichos lá vivem outros seres.
São
lendas. São histórias.
Mas
parece mesmo que lá vivem seres excepcionais.
Criaturas
fantasmas.
Ouço
os gritos pavorosos que vêm da mata.
Vejo
as labaredas cada vez mais altas.
A
fumaça subindo pela atmosfera antes tão límpida.
Imagino
quem teve a coragem de botar fogo na mata.
Que
coragem que nada, covardia!
Sim,
a covardia de matar uma floresta.
sonia delsin
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