O SILÊNCIO
DAS HORAS CALMAS
Quando
a noite chega e estende sobre o mundo um véu negro, traz com ela a minha
tristeza.
A
melancolia que cobre o mundo se infiltra no meu ser.
Eu
procuro a mim mesma e a solidão.
O
silêncio das horas calmas.
Sempre
e sempre a noite vem e eu me embriago com o perfume das flores noturnas.
Este
silêncio, esta paz, esta noite principalmente me deixa ainda mais triste.
A
natureza dorme...
...
longe os grilos e os sapos não dormem.
Ouço-os.
Vem de longe o barulhinho deles.
Penso
se serão felizes.
Ou
como eu, sentem a tristeza da noite?
A
falta de alguém.
Entre
eles existirá amor?
E
a noite será tão misteriosa como eu a imagino?
Ou
se eu é que vivo a criar fantasmas?
Ouço
um rumor interrompendo a quietude, mas logo o silêncio volta a reinar.
Tudo
se cala e fica o silêncio profundo.
Sinto
que o sono está tomando conta de mim.
Vou
sonhar agora, como a noite deve sonhar sobre o mundo.
Santa
Rita do Passa Quatro, 08 de setembro de 1975
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário