sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013




O  SILÊNCIO  DAS  HORAS  CALMAS

Quando a noite chega e estende sobre o mundo um véu negro, traz com ela a minha tristeza.
A melancolia que cobre o mundo se infiltra no meu ser.
Eu procuro a mim mesma e a solidão.
O silêncio das horas calmas.
Sempre e sempre a noite vem e eu me embriago com o perfume das flores noturnas.
Este silêncio, esta paz, esta noite principalmente me deixa ainda mais triste.
A natureza dorme...
... longe os grilos e os sapos não dormem.
Ouço-os. Vem de longe o barulhinho deles.
Penso se serão felizes.
Ou como eu, sentem a tristeza da noite?
A falta de alguém.
Entre eles existirá amor?
E a noite será tão misteriosa como eu a imagino?
Ou se eu é que vivo a criar fantasmas?
Ouço um rumor interrompendo a quietude, mas logo o silêncio volta a reinar.
Tudo se cala e fica o silêncio profundo.
Sinto que o sono está tomando conta de mim.
Vou sonhar agora, como a noite deve sonhar sobre o mundo.

Santa Rita do Passa Quatro, 08 de setembro de 1975

sonia delsin

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