sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013




FUGAS  ILUSÓRIAS

Vamos abrir os braços e rodopiar.
Vamos imaginar-nos num campo florido.
Olhe, os girassóis giram.
O sol brilha,
a atmosfera é clara,
leve, suave.
Veja uma plantação de trigo.
Ouça o roçar dos cachos.
Ouça mais ao longe o canto
de um pássaro solitário.
Um riacho corre escondido.
O mundo de repente
transforma-se
em verde e azul.
Há no ar
uma luminosidade
tranquila.
Ouça o silêncio
da natureza.
Ele fala de tristezas,
de sofrimentos calados,
de ocultos penares.
A alegria da simples
natureza
e a tristeza
que ela esconde.
Caminhemos levemente.
Sinta como a relva
é macia!
Como nos tornamos leves.
Que mundo encantado
podemos descobrir
dentro de nossa mente.
As ilusões que alimentamos.
Os sonhos que todos
temos o direito
de sonhar.
A paz do mundo,
a paz das coisas simples da vida.
A paz que emana de nós mesmos.
Lembre-se que
agora
estou escrevendo.
Guiada pela imaginação.
Consigo enfeitar
a realidade
escura e triste.
Consigo sentir
o perfume
dos campos floridos.
Consigo transportar
minha mente.
A minha alma voa
para
regiões longínquas e tranquilas.
Consigo aceitar
as minhas fugas ilusórias
sem assombro.
Porque
acima de tudo
eu sou uma sonhadora.

sonia delsin

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