quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



CHUVA.... LÁGRIMAS

Olho a chuva.
Milhares de gotículas.
Ouço seus ruídos.
Parece-me até o pranto de um gigante.
Pingos que lembram lágrimas.
Trovões que parecem lamentos.
O choro incessante, mil vozes.
Nuvem negra que parece um gigante carrancudo.
E eu fico tramando:
-- Chore gigante, chore!
Suas lágrimas fazem crescer as plantas.
Encher os rios.
Viver os seres.
-- Mas não resmungues tanto.
Chore suavemente, sem soluçar.
Veja como é suave o meu pranto.
Deixe suas mágoas por terra rolar.

Santa Rita do Passa Quatro, 10 de março de 1975

sonia delsin

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