CHUVA.... LÁGRIMAS
Olho
a chuva.
Milhares
de gotículas.
Ouço
seus ruídos.
Parece-me
até o pranto de um gigante.
Pingos
que lembram lágrimas.
Trovões
que parecem lamentos.
O
choro incessante, mil vozes.
Nuvem
negra que parece um gigante carrancudo.
E
eu fico tramando:
--
Chore gigante, chore!
Suas
lágrimas fazem crescer as plantas.
Encher
os rios.
Viver
os seres.
--
Mas não resmungues tanto.
Chore
suavemente, sem soluçar.
Veja
como é suave o meu pranto.
Deixe
suas mágoas por terra rolar.
Santa
Rita do Passa Quatro, 10 de março de 1975
sonia delsin

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