NUM SONHO
Sonhei
e no meu sonho eu não era eu.
Era
e não era.
Era
o mesmo espírito, as mesmas idéias.
Mas
o corpo era velho, usado e gasto.
Masculino.
Era
o corpo de outro alguém.
Alguém
que fez parte de minha vida um dia.
Foi
um sonho confuso e louco.
Mas
não impossível.
Porque
quando se pensa em eternidade...
Tudo
pode ser possível.
São
Carlos, 20 de abril de 1994
sonia delsin

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