quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013




LUA DE CERA

Lua de cera, feiticeira.
Tão imóvel num céu quieto.
Estrelas nem piscam.
Estão todas atentas ao que se passa lá embaixo.
É alguém num contrabaixo.
Alguém que lamenta um amor perdido.
Alguém que chora um tempo ido.
Lua de cera... eu na cadeira.
A olhar...
A tudo observar.
Um olhar para dentro de um mundo que nem todos ousam penetram. Um mundo onde se chora e se ri, se vive e se morre.
Se fica e se corre.
O mundo que um louco poeta encontra quando a lua aponta.

sonia delsin

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