quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013




AURA DOURADA

A mulher seguia pela calçada.
Ia no seu passo leve de menininha... quase um voar.
De andorinha...
Tudo olhava com olhos de quem fura folhas com o olhar ardente.
Seguia não sei se triste ou contente.
Era indefinido o olhar.
Notei que quando ela passava ficava um rastro, uma luz que parecia tudo iluminar.
Na manhã a mulher da aura dourada seguia pela calçada.
E eu?
Eu...
Eu era a própria criatura a andar...
Não sei porque vivemos tanto a pensar.
Se a vida é bolha leve que se desfaz no ar.

sonia delsin

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